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Como proteger seus pais e avós dos golpes por telefone
Golpistas escolhem quem atende o telefone com educação, confia em quem fala em nome de bancos e muitas vezes está sozinho em casa. Proteger pais e avós exige um pouco de tecnologia e muito de conversa.
- Converse sem julgar: quem tem vergonha de ter caído demora para pedir ajuda.
- Combine uma palavra-código da família para emergências.
- Configure o celular: identificador de golpes, números confiáveis e letras grandes.
- Reduza o prejuízo possível com limites de Pix e de transferências no banco.
Por que os idosos são os mais visados
Uma pesquisa da Serasa com a Silverguard, feita com mais de mil pessoas com 60 anos ou mais em novembro de 2025, mostrou que 4 em cada 10 já caíram em alguma fraude financeira. Muitos golpes começam por uma ligação: a falsa central do banco, o falso empréstimo consignado, o falso motoboy e o falso sequestro.
Não é falta de inteligência. Os golpistas exploram a boa-fé, o respeito por instituições e, muitas vezes, a solidão. Por isso a proteção começa por uma conversa.
1. Converse sem julgamento
Explique como os golpes funcionam usando exemplos concretos, como os do nosso guia dos 7 golpes mais comuns. Deixe claro que qualquer pessoa pode cair e que, se acontecer, o mais importante é avisar rápido. Quem tem medo de levar bronca esconde o problema, e o tempo é o que mais pesa para recuperar o dinheiro.
2. Ensine a regra do “desliga e confirma”
Uma única regra resolve a maioria dos casos: se a ligação pedir pressa, segredo, dados ou dinheiro, desligue e ligue você para o número oficial. Vale para o banco, para o INSS e até para o neto que “está em apuros”.
3. Combine uma palavra-código da família
No golpe do falso sequestro ou da voz clonada, o golpista imita um parente. Uma palavra-código, combinada pessoalmente e nunca escrita em mensagens, permite confirmar em segundos se é mesmo alguém da família.
4. Configure o celular por eles
- Instale um aplicativo que identifique golpes antes de atender. O FoneTrack mostra em tela cheia se o número é golpe, spam ou telemarketing e de qual cidade vem.
- Ative o Modo Idoso do FoneTrack, que deixa as letras maiores e os botões mais simples.
- Marque os números da família como confiáveis, para que nunca sejam bloqueados.
- Salve na agenda o número oficial do banco com um nome claro, como “BANCO OFICIAL”.
5. Diminua o prejuízo possível
Peça ao banco, ou ajuste no aplicativo, limites menores para Pix e transferências, principalmente no período da noite. Assim, mesmo que um golpe aconteça, o estrago é menor. Também vale desativar funções que eles não usam.
6. Cadastre o número no “Não Me Perturbe”
Ofertas de empréstimo consignado por telefone são a porta de entrada de muitos golpes. No site naomeperturbe.com.br é possível pedir para não receber ligações de telemarketing das operadoras de telefonia e de bancos participantes. Assim, uma oferta “de banco” que chegar depois disso merece ainda mais desconfiança.
7. Deixe o caminho de ajuda à vista
Cole perto do telefone um papel com três itens: o número oficial do banco, o seu número e a frase “Banco não pede senha nem código por telefone”. Parece simples, mas na hora do susto ajuda muito.
8. Acompanhe de perto, sem tirar a autonomia
Pergunte de vez em quando sobre ligações estranhas. O relatório do FoneTrack mostra as ligações recebidas e os números suspeitos, o que facilita essa conversa. O objetivo é proteger, não vigiar.
- Serasa e Silverguard, com Opinion Box: pesquisa com mais de mil pessoas com 60 anos ou mais (novembro de 2025).
- Federação Brasileira de Bancos (Febraban): golpes mais comuns contra idosos.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação do seu banco, da polícia ou de um advogado.